O MexilhA?o dourado (The Golden Mussel)

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O mexilhA?o-dourado ai??i?? Limnoperna fortunei (Dunker, 1758) ai??i?? Ai?? um molusco bivalve de A?gua doce, originA?rio da A?sia, que chegou Ai?? AmAi??rica do Sul em 1991 pela foz do rio da Prata, na Argentina [1, 2, 3, 4], provavelmente trazido por A?gua de lastro de navios vindos de Hong Kong ou da CorAi??ia [5]. Espalhou-se rapidamente e tornou-se uma espAi??cie invasora. Em 1994 foi encontrado na margem uruguaia do Rio da Prata [6] e, em 1996, no Paraguai, no Porto de AssunAi??A?o (rio Paraguai); em 1998 chegou ao rio ParanA? (UHE YacyretA?, entre Argentina e Paraguai) e ao Brasil, atravAi??s do delta do rio JacuAi?? (RS) e da BaAi??a TuiuiA? (MS); em 2000 invadiu o Lago GuaAi??ba e a Lagoa dos Patos (RS), e em 2001 a UHE Itaipu (rio ParanA?); em 2002 foi identificado no rio Paranapanema (PR/SP), em 2003 no ParanaAi??ba (MG/GO, na UHE SA?o SimA?o) e em 2004 no TietA? (SP, na UHE Barra Bonita) [7]. EstA? hoje, portanto, amplamente distribuAi??do nas bacias dos rios da Prata, ParanA? e Paraguai [8], e, atAi?? onde se tem conhecimento, seu atual limite norte de distribuiAi??A?o Ai?? o municAi??pio de CA?ceres, no Pantanal Matogrossense, onde chegou em 2005 [7]. Sua velocidade de dispersA?o na AmAi??rica do Sul Ai?? bastante alta, tendo sido calculada em cerca de 240 Km.ano-1 [9].

O sucesso de L. fortunei como invasor relaciona-se a suas caracterAi??sticas biolA?gicas e ecolA?gicas, muito semelhantes Ai??s do mexilhA?o-zebra (Dreissena polymorfa) [10] ai??i?? espAi??cie que tem causado extensivos danos ecolA?gicos e econA?micos nos Estados Unidos [11], sendo considerada a invasora mais agressiva do hemisfAi??rio norte [7]. Ambas as espAi??cies sA?o sAi??sseis, diA?icas, tA?m tamanhos parecidos, bisso forte, crescem e se reproduzem rapidamente e possuem larvas planctA?nicas que favorecem muito sua dispersA?o [11, 12, 13, 14, 15]. Costumam atingir, no ambiente invadido, biomassa maior que a de todos os invertebrados nativos em conjunto [11]. Cientistas vA?m predizendo, portanto, que os impactos do mexilhA?o-dourado tendem a ser tambAi??m semelhantes aos do mexilhA?o-zebra [10, 11, 16]. Sobre este A?ltimo, jA? se observou, por exemplo, que tem a capacidade de modificar hA?bitats existentes, afetar as interaAi??Ai??es trA?ficas e a disponibilidade de alimento para espAi??cies pelA?gicas e bA?nticas e influenciar a disponibilidade de oxigA?nio, a dinA?mica de poluentes e as taxas de processos como mineralizaAi??A?o de nutrientes e sedimentaAi??A?o [16, 17, 18, 19].

Para o mexilhA?o-dourado, alguns estudos jA? demonstraram tambAi??m caracterAi??sticas ecolA?gicas impressionantes. Ele Ai?? capaz, por exemplo, de se fixar a praticamente qualquer substrato sA?lido atravAi??s de seu forte bisso [20, 21], e, uma vez estabelecido, alcanAi??a altas densidades populacionais rapidamente [10], formando colA?nias de atAi?? 150.000 indivAi??duos por m2 em ambientes naturais [8, 22] e de atAi?? 240 indivAi??duos por m2 em estruturas feitas pelo homem [23]. HA? colA?nias tA?o pesadas capazes de quebrar A?rvores inteiras nas margens de rios e represas. Suas populaAi??Ai??es tA?m dominA?ncia de fA?meas (2/3 dos indivAi??duos), que liberam atAi?? milhares de ovos por desova, inA?meras vezes ao ano. L. fortunei possui tambAi??m enorme capacidade de filtraAi??A?o (200-300 mL.h-1, semelhante Ai?? de D. polymorpha) [11, 24] e alta tolerA?ncia a poluentes [10], grandes variaAi??Ai??es de temperatura, baixo pH e baixo nAi??vel de cA?lcio, o que aumenta sua habilidade para colonizar uma ampla gama de ambientes [15], tornando-o um invasor potencialmente ainda mais agressivo que D. polymorpha [11].

Embora os efeitos do mexilhA?o-dourado nos ecossistemas invadidos ainda nA?o sejam tA?o bem documentados quanto os do mexilhA?o-zebra, alguns estudos jA? demonstraram impactos muito significativos. L fortunei gera novos substratos, podendo alterar a abundA?ncia [11] e a composiAi??A?o da fauna bA?ntica [25; 26; 27]; coloniza carapaAi??as de crustA?ceos e valvas de outros moluscos, dificultando sua locomoAi??A?o ou abertura das conchas e podendo levA?-los Ai?? morte [11, 28]; afeta as interaAi??Ai??es trA?ficas e a disponibilidade de alimento para espAi??cies bA?nticas e pelA?gicas [51], o que fica evidente na dieta de seus prA?prios predadores [26, 29, 30, 31, 32, 33], que podem se tornar superabundantes [10] (sendo que muitos morrem por dificuldades de digestA?o); influencia a disponibilidade de oxigA?nio, as taxas de sedimentaAi??A?o e tambAi??m processos como a mineralizaAi??A?o e ciclagem de nutrientes [11], modificando parA?metros abiA?ticos do solo e da coluna dai??i??A?gua [34, 35], geralmente com aumento zona fA?tica (o que favorece o crescimento de macrA?fitas [36]), diminuiAi??A?o da concentraAi??A?o de seston e matAi??ria orgA?nica, aumento da concentraAi??A?o de amA?nia, nitrato e fosfato [11]. O mexilhA?o-dourado pode tambAi??m alterar a composiAi??A?o [37] e abundA?ncia do plA?ncton [36] e iniciar infecAi??Ai??es por trematA?deos bucefalAi??deos em peixes ciprinAi??deos [38]. Densas coberturas de L. fortunei tendem, ainda, por competiAi??A?o, a excluir espAi??cies nativas [39], alAi??m de potencialmente resultar na eliminaAi??A?o de diferenAi??as regionais em espAi??cies epifaunais [5], gerando uma biosfera mais homogeneizada, com menos diversidade em escala regional e, consequentemente, global [40, 41]. L. fortunei Ai?? classificado, portanto, como um eficiente ai???engenheiro de ecossistemasai??? ai??i?? capaz de alterar sensivelmente estruturas e funAi??Ai??es ecossistA?micas.

Impactos mais diretos para o homem e suas instalaAi??Ai??es tambAi??m vA?m sendo observados. A qualidade da A?gua pode ficar seriamente comprometida quando as densas populaAi??Ai??es de mexilhAi??es colapsam, morrem e entram em decomposiAi??A?o, deixando na A?gua odor e gosto extremamente desagradA?veis para as comunidades locais. Gaiolas de piscicultura ficam totalmente colabadas e pescadores tA?m seus apetrechos de pesca e motores de pequenas embarcaAi??Ai??es seriamente danificados. Apenas no municAi??pio de Porto Alegre, um dos mais atingidos pela infestaAi??A?o, os gastos anuais com pinturas anti-incrustantes e manutenAi??A?o de cascos chega a 1 milhA?o de reais. L. fortunei tem ainda enorme capacidade de colonizar sistemas de A?guas, pois suas larvas planctA?nicas e medindo menos de 1 mm atravessam filtros e grades, invadindo sistemas coletores de A?gua de estaAi??Ai??es de tratamento, bombas de sucAi??A?o, canalizaAi??Ai??es, sistemas de irrigaAi??A?o e refrigeraAi??A?o de indA?strias e trocadores de calor de usinas hidrelAi??tricas [42]. Nas UHEs, o molusco invasor forma, em poucos meses, grandes aglomerados que causam obstruAi??A?o de tubulaAi??Ai??es, o que aumenta a frequA?ncia das paradas de turbinas para manutenAi??A?o e causa grandes prejuAi??zos econA?micos [2, 12, 43]. Estima-se que uma usina de 120 MW com problemas em seus trocadores de calor pode ter perdas diA?rias de U$ 20.000 [44]. Na UHE YacyretA? (Paraguai / Argentina), os entupimentos causados por L. fortunei forAi??aram as turbinas a parar para limpeza diversas vezes desde 1998 [5]. No Brasil, os prejuAi??zos em usinas ainda nA?o foram acuradamente estimados.

Em 2001, o mexilhA?o-dourado foi encontrado na UHE de Itaipu, umas das maiores hidrelAi??tricas do mundo. O monitoramento demonstrou que a invasA?o ocorreu primeiro a montante [45], e nA?o a jusante da barragem, como seria esperado (jA? que a espAi??cie vinha subindo o rio ParanA? a partir do rio da Prata). Isto Ai??, o mexilhA?o foi introduzido acima da usina independentemente. De fato, duas formas de dispersA?o de espAi??cies invasoras sA?o descritas: uma gradual, a partir de um epicentro localizado, e outra pontuada por grandes saltos, dependendo de agentes externos de carreamento, em especial o homem [46]. No caso do mexilhA?o-dourado, esse carreamento ocorre tanto ao longo dos cursos dai??i??A?gua quanto por estradas (em pequenos barcos pesqueiros) ai??i?? o que jA? foi corroborado por observaAi??Ai??es de profissionais do IBAMA. Esse tipo de transporte por rodovias aumenta muito a velocidade de dispersA?o da espAi??cie invasora e permite o fluxo entre bacias ai??i?? problema que Ai?? agravado pela existA?ncia, principalmente no interior do Brasil, de festivais de pesca como o de CA?ceres, no MT (e hA? diversos outros festivais na regiA?o do Pantanal).

A razA?o mais provA?vel para que o mexilhA?o-dourado ainda nA?o tenha ultrapassado seu atual limite norte de distribuiAi??A?o no Brasil (CA?ceres) Ai?? o fenA?meno natural chamado ai???dequadaai??? [47, 48] ai??i?? a deterioraAi??A?o da qualidade da A?gua devido Ai?? decomposiAi??A?o da grande massa orgA?nica no inAi??cio da Ai??poca de inundaAi??A?o do Pantanal, que provoca mortandade massiva de peixes [20] e tambAi??m do mexilhA?o. No entanto, considerando sua enorme capacidade adaptativa, somada Ai?? possibilidade de dispersA?o mediada pelo homem, o risco de que L. fortunei continue se espalhando para o norte Ai?? grande.

Em tentativas de controlar as invasAi??es, algumas medidas vA?m sendo tomadas (especialmente em UHEs), sendo a mais comum a descarga de cloreto na A?gua. No entanto, sua eficiA?ncia vem se comprovando baixa. Foi demonstrado que os mexilhAi??es sA?o capazes de detectar substA?ncias tA?xicas na A?gua e manter suas valvas fechadas por longos perAi??odos, evitando-as [49]. Para conseguir matar os mexilhAi??es, o cloreto tem que circular na A?gua em altas concentraAi??Ai??es e por longos perAi??odos, o que causa danos ao ambiente e ao homem [50]. Como alternativa, venenos microencapsulados (com menor concentraAi??A?o de toxina) estA?o sendo desenvolvidos para o combate a L. fortunei (apA?s certo sucesso contra D. polymorpha [51]), com resultados mais promissores [52].

Uma sAi??rie de tintas anti-incrustantes tambAi??m vA?m sendo testadas [53, 54], mas na maioria dos casos seus efeitos no ambiente ainda sA?o desconhecidos. Tintas baseadas em TBT, por exemplo, foram banidas por sua alta toxicidade [55, 56, 57]. O cobre, substA?ncia mais usada atualmente (por sua ocorrA?ncia natural nos ecossistemas e por ser um micronutriente essencial Ai?? vida), em altas concentraAi??Ai??es tambAi??m Ai?? seriamente prejudicial. As opAi??Ai??es com base em compostos orgA?nicos tambAi??m oferecem problemas, e as interaAi??Ai??es sinAi??rgicas entre alguns biocidas podem aumentar sua toxicicidade [58].

Em 2003, o governo brasileiro, com auxAi??lio do GloBallast (Global Ballast Water Management Programme, iniciativa da International Maritime Organization e da Global Environment Facility para reduzir a transferA?ncia de espAi??cies exA?ticas aquA?ticas atravAi??s de A?gua de lastro), criou uma forAi??a-tarefa nacional para o controle do mexilhA?o-dourado, da qual o BioMA (laboratA?rio de Biologia Molecular Ambiental, IBCCF/UFRJ) participou. Supervisionado pelo MinistAi??rio do Meio Ambiente (MMA) e coordenado pelo Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), da Marinha, o projeto buscou educar agA?ncias governamentais e indA?strias brasileiras e gerou, por exemplo, a NORMAM 20, que estabelece uma sAi??rie de aAi??Ai??es nas vias fluviais brasileiras, incluindo o formulA?rio para informaAi??Ai??es relativas Ai?? A?gua utilizada como lastro, a partir de cujos dados foram mapeados os portos mais vulnerA?veis no paAi??s. PorAi??m, esses formulA?rios nA?o sA?o muito eficazes para prevenir novas invasAi??es, jA? que sA?o avaliados pelo IEAPM apA?s o deslastre. Adicionalmente, Furnas, uma das instituiAi??Ai??es envolvidas no projeto, implementou uma grande campanha (ai???NA?o dA? carona a esse bichoai???) nas comunidades e escolas do Pantanal Matogrossense, com atuaAi??A?o tambAi??m durante os festivais de pesca (http://www.furnas.com.br/frmMAAcoesMexilhaoDourado.aspx). A situaAi??A?o, no entanto, ainda estA? longe de ser controlada. As populaAi??Ai??es do mexilhA?o-dourado continuam crescendo em taxas alarmantes, tornando-o nA?o sA? uma das maiores pragas biolA?gicas no Brasil [2, 48, 59, 60], mas a espAi??cie invasora de A?gua doce mais agressiva de toda a AmAi??rica do Sul [61].

Hoje o mexilhA?o-dourado jA? estA? estabelecido bem no centro da AmAi??rica do Sul, e todas as bacias adjacentes estA?o potencialmente ameaAi??adas. A bacia AmazA?nica, com seus 7 milhAi??es de Km2 (em nove paAi??ses) e mais da metade das florestas tropicais remanescentes no mundo, estA? sob alto risco de invasA?o [10], especialmente atravAi??s dos portos de BelAi??m e Manaus e tambAi??m a partir do Pantanal, atravAi??s de tributA?rios como TapajA?s, Teles Pires e Araguaia, pois estes sA?o adequados Ai?? ocorrA?ncia de L. fortunei em termos de condiAi??Ai??es limnolA?gicas [62]. Por isso, nosso laboratA?rio, o BioMA, vem fazendo grandes esforAi??os para estudar a espAi??cie e criar subsAi??dios para o desenvolvimento de estratAi??gias de monitoramento e controle, buscando evitar, em especial, a invasA?o da AmazA?nia.

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